
Desde que tomou posse em 2003 Lula tem se destacado no uso e abuso das metáforas. Esse recurso lingüístico é uma marca registrada do nosso presidente. Ele já lançou uso desta figura de linguagem nas mais variadas situações, para as mais diversas platéias e num sem número de temas. Não há muitas restrições no seu uso. Lula sempre encontra um jeitinho de encaixar uma metáfora em seus pronunciamentos e discursos. Sejam escritos ou de improviso. As metáforas futebolísticas parecem ser as preferidas. Ficam mais próximas da compreensão do povão. Pois está justamente aí o motivo pelo qual nosso presidente utiliza metáforas em profusão. As razões da inserção deste artifício em sua oratória todos nós compreendemos. Ele deseja se comunicar com o povão. Deseja “traduzir” para a massa as grandes questões nacionais. O povão se identifica com Lula. Mas eles precisam falar a mesma língua. Caso contrário dá ruído na comunicação.
Por esta necessidade quase imperiosa do uso de metáforas às vezes nosso presidente passa do ponto. “Pisa na bola” (Ops, olha uma metáfora aí!). Lula não é nenhuma ostra, mas produz suas pérolas nesse quesito. Chegamos a esperar o momento em que ele vai proferir mais uma. Aquele momento mágico em que ele transforma sua fala em algo palpável, tangível e compreensível por qualquer brasileiro medianamente alfabetizado. Quase sempre “acerta na mosca” (outra metáfora!). No entanto volta e meia perde o rumo e a “maionese desanda” (ops!). Exemplo disto aconteceu recentemente na visita do presidente Bush. Em alto e bom tom Lula prometeu ao colega norte-americano que irão juntos procurar pelo “Ponto G” em sua parceria etílica pelo bem do planeta. Neste contexto devemos entender que as conversas com Bush na semana passada foram apenas as preliminares Definitivamente Lula cometeu uma proeza. Inaugurou um novo estilo de governar e lançou a política erótica. Não importam os meios. Importante é chegar “lá”. No ponto.

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