Lula exigiu data e hora para anunciar a solução dos problemas nos aeroportos brasileiros. Como o presidente vai esperar sentado a ANAC já correu para reservar uma poltrona na primeira classe.
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O público que acompanha “Paraíso Tropical” está morrendo de saudades de “Páginas da Vida”. Quem diria. Isto parecia impossível um mês atrás.
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O deputado Clodovil foi internado com suspeita de dengue. As más e venenosas línguas dizem que a causa pode ser outra. Suspeitam de dengo.
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Segundo a nova metodologia adotada pelo IBGE o crescimento do PIB do Brasil em 2006 foi reajustado de 2,9% para 3,7%. Não se assanhem brasileiros. Esta mágica não serve pra calcular os salários.
quinta-feira, 29 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
A Ética, o BBB e os brasileiros

Ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que é, mas não é fácil explicar quando alguém pergunta. Sendo um pouco mais preciso recorremos à definição do dicionário Aurélio que diz que ética é “o estudo dos juízos de apreciação que referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto".
A propósito, convém estabelecer algumas diferenças básicas entre Ética e Moral, frequentemente confundidos em seus conceitos:
Ética é princípio. Moral é conduta específica.
Ética é permanente. Moral é temporal.
Ética é universal. Moral é cultural.
Ética é regra. Moral é conduta da regra.
Ética é teoria. Moral é prática.
Vale a pena lembrar de tudo isto neste momento em que a tal da ética tem sido tão citada pelos brasileiros que assistem ao BBB. Atentem: os brasileiros se mobilizam com todo empenho para discutir caráter e alegados desvios de conduta moral dos “personagens” de um mero programa de entretenimento. Mas esses mesmos brasileiros não se incomodam em discutir a ética e a moral dos nossos dignos representantes no congresso nacional. Há uma inversão de valores. O que é um “reality show” ganha contornos de vida real. E o que é de fato nossa realidade factual é transformada em fantasia irreal.
É revelador da índole nacional que a massa opte por discutir a ética e a moral dos participantes de um programa como o BBB e ignore as falcatruas, os mensalões e as sanguessugas que corroem a nação. Só isto explica o fato de que semanalmente 30 milhões de votos sejam dados nos paredões da TV ao mesmo tempo em que nos paredões da vida real se (re)elejam figurinhas carimbadas da falta de ética e moral. Essa mesma ética e moral que sabemos o que é mas não sabemos explicar e, pior ainda, na hora de colocá-las em prática nos atrapalhamos todos.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Lula e suas metáforas

Desde que tomou posse em 2003 Lula tem se destacado no uso e abuso das metáforas. Esse recurso lingüístico é uma marca registrada do nosso presidente. Ele já lançou uso desta figura de linguagem nas mais variadas situações, para as mais diversas platéias e num sem número de temas. Não há muitas restrições no seu uso. Lula sempre encontra um jeitinho de encaixar uma metáfora em seus pronunciamentos e discursos. Sejam escritos ou de improviso. As metáforas futebolísticas parecem ser as preferidas. Ficam mais próximas da compreensão do povão. Pois está justamente aí o motivo pelo qual nosso presidente utiliza metáforas em profusão. As razões da inserção deste artifício em sua oratória todos nós compreendemos. Ele deseja se comunicar com o povão. Deseja “traduzir” para a massa as grandes questões nacionais. O povão se identifica com Lula. Mas eles precisam falar a mesma língua. Caso contrário dá ruído na comunicação.
Por esta necessidade quase imperiosa do uso de metáforas às vezes nosso presidente passa do ponto. “Pisa na bola” (Ops, olha uma metáfora aí!). Lula não é nenhuma ostra, mas produz suas pérolas nesse quesito. Chegamos a esperar o momento em que ele vai proferir mais uma. Aquele momento mágico em que ele transforma sua fala em algo palpável, tangível e compreensível por qualquer brasileiro medianamente alfabetizado. Quase sempre “acerta na mosca” (outra metáfora!). No entanto volta e meia perde o rumo e a “maionese desanda” (ops!). Exemplo disto aconteceu recentemente na visita do presidente Bush. Em alto e bom tom Lula prometeu ao colega norte-americano que irão juntos procurar pelo “Ponto G” em sua parceria etílica pelo bem do planeta. Neste contexto devemos entender que as conversas com Bush na semana passada foram apenas as preliminares Definitivamente Lula cometeu uma proeza. Inaugurou um novo estilo de governar e lançou a política erótica. Não importam os meios. Importante é chegar “lá”. No ponto.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Trivial & Variado
Bush vem ao Brasil pra sentar em volta de uma mesa com o companheiro Lula e discutir questões ligadas ao álcool. O etanol, bem entendido! A SWAT ainda não decidiu se aprova ou não um brinde ao término das negociações.
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Angelina Jolie e Brad Pitt anunciam que vão adotar mais um filho. A lista de candidatos a adoção não pára de crescer. Lá estão 3 engenheiros, 5 advogados, 2 professores, 1 guarda de trânsito e a torcida do Flamengo.
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Marido de Susana Vieira vai ministrar curso e workshop no Clube dos Cafajestes. Com o título de “Como Contornar e se dar Bem na Vida” o curso tem vagas limitadas. As inscrições estão bombando.
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O orçamento dos Jogos Panamericanos do Rio subiu de R$ 400 milhões para nada menos que R$ 3 bilhões. É uma pena que não exista uma modalidade de "Levantamento de Mala Preta" nos jogos. O Brasil levaria Ouro, Prata e Bronze. Fácil, fácil.
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A Globo tá forçando a barra em suas preferências no BBB7, né não? Ta dando na vista
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Angelina Jolie e Brad Pitt anunciam que vão adotar mais um filho. A lista de candidatos a adoção não pára de crescer. Lá estão 3 engenheiros, 5 advogados, 2 professores, 1 guarda de trânsito e a torcida do Flamengo.
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Marido de Susana Vieira vai ministrar curso e workshop no Clube dos Cafajestes. Com o título de “Como Contornar e se dar Bem na Vida” o curso tem vagas limitadas. As inscrições estão bombando.
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O orçamento dos Jogos Panamericanos do Rio subiu de R$ 400 milhões para nada menos que R$ 3 bilhões. É uma pena que não exista uma modalidade de "Levantamento de Mala Preta" nos jogos. O Brasil levaria Ouro, Prata e Bronze. Fácil, fácil.
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A Globo tá forçando a barra em suas preferências no BBB7, né não? Ta dando na vista
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terça-feira, 6 de março de 2007
“Lost” perdeu o rumo?

A terceira temporada do seriado “Lost” começou ontem. Numa comparação com a temporada passada, que abriu com um episódio empolgante, a abertura deste ano foi em certo nível até decepcionante. Depois de mobilizar milhares de fãs em todo mundo, especialmente na primeira temporada, parece que “Lost” já demonstra sinais de cansaço. Os motivos para isso estão cada vez mais evidentes. O seriado, que tem sua base justamente nos segredos e mistérios da ilha que aguçam a curiosidade do público, tem se preocupado em apresentar mais e mais enigmas, sem no entanto resolver os antigos. O telespectador fica cada vez mais perdido e a “credibilidade” da série fica cada vez mais comprometida. A exemplo dos sobreviventes da queda do avião os produtores da série dão sinais de que também estão “perdidos”.
A platéia brasileira pelo menos terá um motivo extra para acompanhar com atenção a terceira temporada que se inicia. O ator Rodrigo Santoro integra o elenco deste ano como mais um sobrevivente perdido na ilha.
Sinal dos tempos. Em apenas dois anos a fórmula e o interesse de uma série de sucesso parece esgotar-se. A oferta de novas séries, que chegam todas as semanas aos canais a cabo, disputam a atenção dos espectadores que se vêem bombardeados por todos os lados. Das duas uma. Ou não se fazem mais séries como antigamente, ou as audiências de hoje não são fiéis como antigamente. E pensar que antigas séries como “Perdidos no Espaço”, “Terra de Gigantes” e “Viagem ao Fundo Mar” ainda resistem e mantém o interesse de fãs de carteirinha até hoje, 30 ou 40 anos após suas estréias.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Britney exposta

A popstar Britney Spears nos últimos tempos vem freqüentando as manchetes mais por suas estripulias do que por sua música. O que para alguns é uma troca justa. A moça continua aprontando das suas e seu prontuário não pára de crescer. Na folha corrida dela já constam um sem número de bebedeiras em locais públicos, pitis em boates, passagens por clínicas de desintoxicação e um casamento relâmpago em Las Vegas. Isso sem falar em seu notório desapego por calcinhas, devidamente registrado por batalhões de paparazzi. A última da princesinha do pop assustou até mesmo seus fãs mais ardorosos. Num acesso típico de adolescente Britney Speaars raspou o cabelo e ficou careca. Ou seja, resolveu exibir por fora da cabeça o que supostamente possui dentro dela.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Um Oscar reciclado

Se não houve grandes filmes a serem premiados no Oscar pelo menos uma grande causa estava em cena no palco do Kodak Theatre. Sem dúvida a cerimônia deste ano levou para as primeiras páginas a preocupação mundial (e agora norte-americana) com os recursos naturais do planeta e os efeitos do aquecimento global. A preocupação também chegou lá, nos grandes poluidores da Terra. E como bem ensina a lição eles fizeram deste limão uma limonada. Se nunca houve uma figura pública de credibilidade mundial para levantar essa bandeira, agora este lugar já está ocupado. Esta figura acaba de ser “criada”. Al Gore foi introduzido em escala mundial nesse papel com toda a pompa e a circunstância que a glamurização de Hollywood é capaz de criar. Na falta de bons filmes vale uma boa causa.
No Oscar marcado pela reciclagem e pelas preocupações ambientais o grande destaque da premiação foi um cineasta “reciclado” como Martin Scorsese. A academia promoveu o resgate de sua trajetória e acabou premiando o cineasta mais por sua carreira do que por sua última obra. Talvez hoje ele seja o último dos grandes dinossauros da cinematografia norte-americana formada nos anos 60. Que ele merecia um Oscar não há quem duvide. Mas somente a safra mediana de filmes deste ano para justificar sua premiação. Em termos de Scorsese ele já teve anos bem melhores. Acabou ganhando a estatueta dourada com “Os Infiltrados” que está longe de ser seu melhor trabalho. Basta lembrar “Táxi Driver”, “O Touro Indomável” e “Os Bons Companheiros”.
A cerimônia do Oscar, que por muitos anos foi marcada pela obviedade e pela inexistência de surpresas nas premiações, nos últimos tempos vem mudando esse perfil. Não é verdade que os filmes com o maior número de indicações serão obrigatoriamente os campeões da noite. Quantidade já não é mais tão importante na academia. O que vale é a qualidade dos prêmios recebidos. Os campeões de indicações neste ano (“Babel” e “Dreamgirls”) por pouco não deixaram a cerimônia de mãos abanando. O primeiro recebeu um Oscar e o segundo apenas dois. E ficou de bom tamanho.
No mais, apenas mais dois destaques.
Destaque negativo: como são ruins as canções indicadas ao prêmio (e não é de hoje).
Destaque positivo: a justa, justíssima, homenagem com a concessão de um Oscar especial ao insuperável compositor italiano Ennio Morricone, autor de algumas das mais belas trilhas sonoras de todos os tempos.
No Oscar marcado pela reciclagem e pelas preocupações ambientais o grande destaque da premiação foi um cineasta “reciclado” como Martin Scorsese. A academia promoveu o resgate de sua trajetória e acabou premiando o cineasta mais por sua carreira do que por sua última obra. Talvez hoje ele seja o último dos grandes dinossauros da cinematografia norte-americana formada nos anos 60. Que ele merecia um Oscar não há quem duvide. Mas somente a safra mediana de filmes deste ano para justificar sua premiação. Em termos de Scorsese ele já teve anos bem melhores. Acabou ganhando a estatueta dourada com “Os Infiltrados” que está longe de ser seu melhor trabalho. Basta lembrar “Táxi Driver”, “O Touro Indomável” e “Os Bons Companheiros”.
A cerimônia do Oscar, que por muitos anos foi marcada pela obviedade e pela inexistência de surpresas nas premiações, nos últimos tempos vem mudando esse perfil. Não é verdade que os filmes com o maior número de indicações serão obrigatoriamente os campeões da noite. Quantidade já não é mais tão importante na academia. O que vale é a qualidade dos prêmios recebidos. Os campeões de indicações neste ano (“Babel” e “Dreamgirls”) por pouco não deixaram a cerimônia de mãos abanando. O primeiro recebeu um Oscar e o segundo apenas dois. E ficou de bom tamanho.
No mais, apenas mais dois destaques.
Destaque negativo: como são ruins as canções indicadas ao prêmio (e não é de hoje).
Destaque positivo: a justa, justíssima, homenagem com a concessão de um Oscar especial ao insuperável compositor italiano Ennio Morricone, autor de algumas das mais belas trilhas sonoras de todos os tempos.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Trivial & Variado
O mundo dá voltas mesmo. Depois de receber um “gêlo” de seus colegas de elenco em “Páginas da Vida”, a ex-BBB e atual atriz Grazi Massafera vem sendo apontada como a salvação da lavoura na audiência da novela. Manoel Carlos jogou todas as fichas na loira. Isso quer dizer: nada que já esteja ruim não pode ficar ainda pior.
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Juiz negou mais uma vez o pedido do rei Roberto Carlos para retirar das livrarias sua biografia não-autorizada “Roberto Carlos em Detalhes”. Com as vendas em marcha lenta o autor torce desesperadamente para que o juiz reveja sua decisão e proíba de vez a obra.
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Quem disse que carreira de miss é fácil? Se não estiver muito bem preparada para o reinado, dança na carreira. Mas dançar em cima do palco, com pouca ou nenhuma roupa (nem a faixa!), aí já é um pouco demais, né não?
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Enquanto vivia nunca ninguém soube quem era o pai da filha da ex-coelhinha Anna Nicole Smith. Agora que ela morreu a fila de pais pretendentes ao posto não pára de crescer. Vai entender uma coisa dessas.
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Só pra lembrar: James Brown ainda não foi sepultado.
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Juiz negou mais uma vez o pedido do rei Roberto Carlos para retirar das livrarias sua biografia não-autorizada “Roberto Carlos em Detalhes”. Com as vendas em marcha lenta o autor torce desesperadamente para que o juiz reveja sua decisão e proíba de vez a obra.
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Quem disse que carreira de miss é fácil? Se não estiver muito bem preparada para o reinado, dança na carreira. Mas dançar em cima do palco, com pouca ou nenhuma roupa (nem a faixa!), aí já é um pouco demais, né não?
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Enquanto vivia nunca ninguém soube quem era o pai da filha da ex-coelhinha Anna Nicole Smith. Agora que ela morreu a fila de pais pretendentes ao posto não pára de crescer. Vai entender uma coisa dessas.
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Só pra lembrar: James Brown ainda não foi sepultado.
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Era Dunga? Ou, Dunga já era?

Pois é. Bastou o Dunga perder a invencibilidade como treinador da seleção brasileira para as primeiras críticas surgirem. Mas, para surpresa geral, os comentários mais críticos não foram para o desempenho da equipe. O centro das atenções é o figurino do técnico. Chamou especial atenção seu visual no recente jogo contra Portugal. Causou certa estranheza vê-lo à beira do campo só de camisa, sem agasalho, em pleno frio do inverno londrino. Sem dúvida nesse caso pesou mais o fator estético do que o fator climático, e sua personal stylist (a própria filha) não quis abrir mão do modelo escolhido, contrariando a lógica da situação. Há até quem já sinta saudades do Zagalo, despojado como ele só, a bordo de um jaquetão de nylon cinco números maior que seu manequim. Definitivamente o look “bicheiro-de-escola-de-samba” não pegou bem pro nosso Dunga.
Cá pra nós. Era pedra cantada que o visual do Dunga seria alvo de críticas. Bastava a primeira derrota e o primeiro desempenho vacilante da seleção. Nada contra o figurino do nosso treinador. Mas quando ele se destaca mais do que o futebol da seleção alguma coisa anda errada. Tudo passaria batido, não fossem as derrotas que costumam jogar gasolina na fogueira das críticas. Hoje Dunga e seus trajes são motivos de piadas na imprensa mundial.
O problema daqui pra frente é o risco do Dunga ficar prisioneiro de seu estilo de vestir e dele não mais poder renunciar. Se insistir nos modelitos fashion a alguns parecerá que está comprando a briga com seus críticos. Se abandonar as grifes poderá sinalizar que entregou os pontos.
As editorias de moda dos jornais estão de olho nessa pauta e já estão solicitando credenciamento pra acompanhar mais de perto os próximos amistosos da seleção brasileira. O futebol nunca esteve tão na moda. Seria essa a maior façanha da nova “Era Dunga” na seleção?
Cá pra nós. Era pedra cantada que o visual do Dunga seria alvo de críticas. Bastava a primeira derrota e o primeiro desempenho vacilante da seleção. Nada contra o figurino do nosso treinador. Mas quando ele se destaca mais do que o futebol da seleção alguma coisa anda errada. Tudo passaria batido, não fossem as derrotas que costumam jogar gasolina na fogueira das críticas. Hoje Dunga e seus trajes são motivos de piadas na imprensa mundial.
O problema daqui pra frente é o risco do Dunga ficar prisioneiro de seu estilo de vestir e dele não mais poder renunciar. Se insistir nos modelitos fashion a alguns parecerá que está comprando a briga com seus críticos. Se abandonar as grifes poderá sinalizar que entregou os pontos.
As editorias de moda dos jornais estão de olho nessa pauta e já estão solicitando credenciamento pra acompanhar mais de perto os próximos amistosos da seleção brasileira. O futebol nunca esteve tão na moda. Seria essa a maior façanha da nova “Era Dunga” na seleção?
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
“Borat”

“Borat” é um filme repleto de surpresas. Uma delas diz muito sobre o impacto e relevância de sua proposta. Apesar do tema, apesar de suas críticas à sociedade norte-americana, apesar de sua aparência de produção mambembe, longe do aparato dos blockbusters, o filme do bizarro “2º melhor jornalista do glorioso Cazaquistão” liderou as bilheterias nos EUA por algumas semanas. Para quem não está ligando o nome à pessoa, ou anda um pouco distraído, Borat Sadgiyev é o personagem criado pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen, um papel tão integrado à sua personalidade pública que raramente ele “sai do personagem”.
Misto de documentário e reportagem “Borat” (o filme) narra a inacreditável viagem do repórter de TV (personagem título) que percorre os EUA de costa a costa para mostrar o “grande país” da América para seus compatriotas no distante Cazaquistão. A proposta é realizar uma grande reportagem sobre o estilo de vida americano visto pela lente de uma cultura completamente diversa. O inevitável choque de culturas rende momentos realmente hilários e resultam em algumas das seqüências mais cômicas do cinema nos últimos anos.
Sacha Cohen, recentemente premiado com o Globo de Ouro por sua atuação, realmente leva a sério sua criação. Para melhor estabelecer seu background ele até escreveu uma pequena biografia na Wikipedia. Lá diz o seguinte:
“Ele é o filho de Asimbala Sagdiyev e Boltok, o Estuprador, que também é seu avô por parte de mãe. Ele é também o ex-marido de Oksana Sadiyev, que era filha de Mariam Tuyakbay e Boltok, o Estuprador. Sua relação com a mãe parecer ser desagradável, e Borat já comentou que ‘ela preferia ter sido estuprada por outro homem’. Borat tem uma irmã chamada Natalya, considerada a quarta melhor prostituta do Cazaquistão, com quem ele fornica com freqüência, e um irmão mais novo chamado Bilo, que é retardado mental e precisa ser trancado em uma gaiola de metal.”
O humor de “Borat” nasce de momentos aparentemente involuntários. Nasce da diversidade cultural e da inocência quase “infantil” do repórter que raramente se deixa seduzir pelos apelos do “american way of life”. Uma exceção, nesse caso, tem um nome bem conhecido: Pamela Anderson. Borat preserva suas tradições e enxerga o mundo sempre sobre sua ótica única, particular.
Manipulando com grande criatividade o humor das situações inusitadas, “Borat” (o filme) diz mais sobre o choque de culturas e exerce uma crítica mais feroz sobre o estilo de vida norte-americano do que os documentários de um Michael Moore, por exemplo. Os limites do politicamente correto foram completamente ultrapassados. Com seu filme Sacha Cohen foi aos extremos do mau gosto e do escatológico com um único propósito: revelar o lado conservador, preconceituoso, egocêntrico e retrógrado da sociedade norte-americana.
Se conseguiu ou não seu intento cada espectador vai considerar individualmente o alcance dos seus acertos e erros. Mas numa coisa todos devem concordar: o filme é muito, muito engraçado. É irresistível e faz rir sem sentir dor.
Misto de documentário e reportagem “Borat” (o filme) narra a inacreditável viagem do repórter de TV (personagem título) que percorre os EUA de costa a costa para mostrar o “grande país” da América para seus compatriotas no distante Cazaquistão. A proposta é realizar uma grande reportagem sobre o estilo de vida americano visto pela lente de uma cultura completamente diversa. O inevitável choque de culturas rende momentos realmente hilários e resultam em algumas das seqüências mais cômicas do cinema nos últimos anos.
Sacha Cohen, recentemente premiado com o Globo de Ouro por sua atuação, realmente leva a sério sua criação. Para melhor estabelecer seu background ele até escreveu uma pequena biografia na Wikipedia. Lá diz o seguinte:
“Ele é o filho de Asimbala Sagdiyev e Boltok, o Estuprador, que também é seu avô por parte de mãe. Ele é também o ex-marido de Oksana Sadiyev, que era filha de Mariam Tuyakbay e Boltok, o Estuprador. Sua relação com a mãe parecer ser desagradável, e Borat já comentou que ‘ela preferia ter sido estuprada por outro homem’. Borat tem uma irmã chamada Natalya, considerada a quarta melhor prostituta do Cazaquistão, com quem ele fornica com freqüência, e um irmão mais novo chamado Bilo, que é retardado mental e precisa ser trancado em uma gaiola de metal.”
O humor de “Borat” nasce de momentos aparentemente involuntários. Nasce da diversidade cultural e da inocência quase “infantil” do repórter que raramente se deixa seduzir pelos apelos do “american way of life”. Uma exceção, nesse caso, tem um nome bem conhecido: Pamela Anderson. Borat preserva suas tradições e enxerga o mundo sempre sobre sua ótica única, particular.
Manipulando com grande criatividade o humor das situações inusitadas, “Borat” (o filme) diz mais sobre o choque de culturas e exerce uma crítica mais feroz sobre o estilo de vida norte-americano do que os documentários de um Michael Moore, por exemplo. Os limites do politicamente correto foram completamente ultrapassados. Com seu filme Sacha Cohen foi aos extremos do mau gosto e do escatológico com um único propósito: revelar o lado conservador, preconceituoso, egocêntrico e retrógrado da sociedade norte-americana.
Se conseguiu ou não seu intento cada espectador vai considerar individualmente o alcance dos seus acertos e erros. Mas numa coisa todos devem concordar: o filme é muito, muito engraçado. É irresistível e faz rir sem sentir dor.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Trivial & Variado
O neo-deputado Clodovil teve sua entrada barrada no Congresso Nacional. Motivo: não estava usando gravata, acessório obrigatório para os homens. Que injustiça. Todos sabem que Clovovil foi eleito como representante da terceira via. Ele promete dar a volta por cima e anuncia que entrará em plenário na próxima sessão com um modelito de arrasar.
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O presidente venezuelano Hugo Chávez ganha plenos poderes para governar o país na base de decretos. Ou seja, Chavez passou de vez as chaves no cadeado que fecha a democracia na Venezuela.
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A acirrada disputa pela presidência da Câmara dos Deputados está animando a torcida brasileira. Os pacotes do “pay per view” da TV Câmara estão vendendo como pão quente.
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A miss Estados Unidos, Tara Conner, após revelar que costuma consumir bebidas alcoólicas, admite que já usou cocaína. Se Donald Trump (dono do concurso) não demitir a moça ela promete seguir a carreira. E se perder o título também.
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Ratinho saiu do ar. Foi substituído pelo “Chaves”. Ainda há esperança na TV brasileira?
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O presidente venezuelano Hugo Chávez ganha plenos poderes para governar o país na base de decretos. Ou seja, Chavez passou de vez as chaves no cadeado que fecha a democracia na Venezuela.
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A acirrada disputa pela presidência da Câmara dos Deputados está animando a torcida brasileira. Os pacotes do “pay per view” da TV Câmara estão vendendo como pão quente.
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A miss Estados Unidos, Tara Conner, após revelar que costuma consumir bebidas alcoólicas, admite que já usou cocaína. Se Donald Trump (dono do concurso) não demitir a moça ela promete seguir a carreira. E se perder o título também.
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Ratinho saiu do ar. Foi substituído pelo “Chaves”. Ainda há esperança na TV brasileira?
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Ronaldo, um atleta de peso

Leio que o novo treinador do Ronaldo Fenômeno não acha que ele está gordo. Em sua opinião o jogador está apenas sem motivação. Epa! Pára o mundo que eu quero descer. Será que alguém que ganha (e ganhou) milhões pra jogar bola precisa de uma motivação extra pra simplesmente exercer sua profissão? Isto chega a ser uma afronta para a imensa e esmagadora parcela da população mundial que vive de salário e não pode se dar ao luxo deste tipo de desculpa quando as coisas não vão bem.
O Ronaldo é um jogador profissional. Esta atividade requer cuidados com o corpo que não são exatamente as mesmas preocupações de um advogado ou professor, por exemplo. O corpo de um jogador de futebol é seu instrumento de trabalho. Há meses Ronaldo vem sendo chamado de gordo, desde a época da Copa do Mundo, lembram? Pois é, e o que fazem aqueles que vivem a sua volta? Negam com todas as letras a obesidade do atleta. Com a maior cara de pau, negando a realidade dos fatos que são incontestáveis ao primeiro olhar para o jogador.
Em nome da biografia do jogador, em nome de sua história, que não se venha mais com essa ladainha. Ele está gordo. Ponto final. Lembram como ele se saiu quando questionado diretamente sobre o assunto, lá na época dos preparativos para a Copa de 2006? Ele lembrou que da mesma forma que dizem que ele está acima do peso, dizem que o presidente bebe. E concluiu categoricamente afirmando que tanto é verdade que ele está gordo quanto é verdade que o presidente bebe. Ops! Parece que pelo menos 50% desta afirmação já se confirmou. A balança não deixa mentir.
O Ronaldo é um jogador profissional. Esta atividade requer cuidados com o corpo que não são exatamente as mesmas preocupações de um advogado ou professor, por exemplo. O corpo de um jogador de futebol é seu instrumento de trabalho. Há meses Ronaldo vem sendo chamado de gordo, desde a época da Copa do Mundo, lembram? Pois é, e o que fazem aqueles que vivem a sua volta? Negam com todas as letras a obesidade do atleta. Com a maior cara de pau, negando a realidade dos fatos que são incontestáveis ao primeiro olhar para o jogador.
Em nome da biografia do jogador, em nome de sua história, que não se venha mais com essa ladainha. Ele está gordo. Ponto final. Lembram como ele se saiu quando questionado diretamente sobre o assunto, lá na época dos preparativos para a Copa de 2006? Ele lembrou que da mesma forma que dizem que ele está acima do peso, dizem que o presidente bebe. E concluiu categoricamente afirmando que tanto é verdade que ele está gordo quanto é verdade que o presidente bebe. Ops! Parece que pelo menos 50% desta afirmação já se confirmou. A balança não deixa mentir.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Meio ambiente inteiro
Não resta a menor dúvida que os temas relacionados ao meio ambiente estão na ordem do dia na mídia mundial. Virou pauta diária de jornais, telejornais e outras mídias, e entrou definitivamente em nossas vidas. De fato o tema já fazia parte do nosso cotidiano há pelo menos três décadas, quando as primeiras abordagens das questões ambientais saíram dos círculos científicos e chegaram ao conhecimento do grande público. Desde então o meio ambiente sempre foi tratado ao sabor dos interesses editoriais, comerciais e sociais. Ora tratado como tema de especulação, mais apropriado à ficção de filmes e literatura fantástica, ora tratado com a devida atenção quando desastres ambientais reais davam sinais inequívocos dos riscos que o planeta corre. Mas o foco sempre foi passageiro e fugaz. Isso até agora, quando nos aproximamos do término da primeira década do século XXI e as conseqüências de anos de desatenção ao tema começam a bater em nossas portas e não conseguimos mais ignorar seus efeitos.
Não dá mais pra esconder. Esse assunto não pode mais ser varrido para debaixo do tapete. Não dá mais pra fugir. O planeta está em perigo. Os efeitos e conseqüências das mudanças climáticas na Terra são por demais evidentes para que demos as costas mais uma vez aos temas de preservação ambiental. A mobilização neste momento alcança a escala mundial. É tratado pelos mais altos dirigentes do planeta com um interesse impensável há poucos anos. É a força dos fatos. Nações ricas e poderosas abriram o olho para a realidade e perecem definitivamente engajadas nessa luta que é de todos. Ricos ou pobres. O bom senso indica que deverá ser feita uma trégua (ainda que momentânea) nos interesses particulares em favor dos interesses coletivos. A reação está vindo um pouco tarde, é verdade; Mas ainda está em tempo. Frear os números alarmantes das emissões de CO2, apenas frear, já seria uma vitória sem precedentes. Senão cada vez mais teremos de conviver com fantasmas como efeito estufa, mudanças climáticas, derretimento das calotas polares e geleiras e outras catástrofes não-naturais provocadas pela mão do ser humano.
Enquanto só temos esse mundinho aqui pra viver e procriar vamos fazendo nossa parte. A luta é de todos. Caso contrário, em nosso futuro só poderemos desfrutar de um meio ambiente pela metade. Não mais um meio ambiente por inteiro, como um dia a mãe natureza nos presenteou.
Não dá mais pra esconder. Esse assunto não pode mais ser varrido para debaixo do tapete. Não dá mais pra fugir. O planeta está em perigo. Os efeitos e conseqüências das mudanças climáticas na Terra são por demais evidentes para que demos as costas mais uma vez aos temas de preservação ambiental. A mobilização neste momento alcança a escala mundial. É tratado pelos mais altos dirigentes do planeta com um interesse impensável há poucos anos. É a força dos fatos. Nações ricas e poderosas abriram o olho para a realidade e perecem definitivamente engajadas nessa luta que é de todos. Ricos ou pobres. O bom senso indica que deverá ser feita uma trégua (ainda que momentânea) nos interesses particulares em favor dos interesses coletivos. A reação está vindo um pouco tarde, é verdade; Mas ainda está em tempo. Frear os números alarmantes das emissões de CO2, apenas frear, já seria uma vitória sem precedentes. Senão cada vez mais teremos de conviver com fantasmas como efeito estufa, mudanças climáticas, derretimento das calotas polares e geleiras e outras catástrofes não-naturais provocadas pela mão do ser humano.
Enquanto só temos esse mundinho aqui pra viver e procriar vamos fazendo nossa parte. A luta é de todos. Caso contrário, em nosso futuro só poderemos desfrutar de um meio ambiente pela metade. Não mais um meio ambiente por inteiro, como um dia a mãe natureza nos presenteou.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Trivial & Variado
O pessoal que trabalha nos cartórios brasileiros está apavorado e corre em massa para os cursinhos de gramática. Estão se antecipando à avalanche que está prevista para ocorrer em nove meses. Afinal, não é qualquer um que sabe escrever direitinho o nome da hora: Delzuíte.
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Estranho. O carnaval está chegando e até agora não se tem notícia alguma da Luma de Oliveira. Aí tem.
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Se o tal de PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai funcionar ninguém sabe ainda. A verdade é que até o momento o único crescimento constatado foi o da fama do marqueteiro que criou a sigla. Nos últimos dias ele vem sendo chamado de “pacman” pelos amigos. E pelos inimigos.
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A São Paulo Fashion Week deste ano vem com uma tendência há muito desejada pela ala masculina. A partir de agora as modelos devem abandonar o visual “magreza chic” e adotar o “saudável sensual”. Em bom português: na passarela só desfilam as gostosas.
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O Rio de Janeiro continua o mesmo. Policiais de mentirinha brincam e prendem de brincadeirinha alegres e descontraídas turistas holandesas de verdade.
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Estranho. O carnaval está chegando e até agora não se tem notícia alguma da Luma de Oliveira. Aí tem.
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Se o tal de PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai funcionar ninguém sabe ainda. A verdade é que até o momento o único crescimento constatado foi o da fama do marqueteiro que criou a sigla. Nos últimos dias ele vem sendo chamado de “pacman” pelos amigos. E pelos inimigos.
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A São Paulo Fashion Week deste ano vem com uma tendência há muito desejada pela ala masculina. A partir de agora as modelos devem abandonar o visual “magreza chic” e adotar o “saudável sensual”. Em bom português: na passarela só desfilam as gostosas.
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O Rio de Janeiro continua o mesmo. Policiais de mentirinha brincam e prendem de brincadeirinha alegres e descontraídas turistas holandesas de verdade.
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Viva México!

Saíram os indicados ao Oscar 2007. Algumas constatações podem ser feitas e a principal delas é evidente: os mexicanos invadiram Hollywood. Das 113 indicações nada menos do que 16 delas são de produções dirigidas por mexicanos, incluindo indicações importantes como filme, direção, atriz coadjuvante e roteiro original para “Babel”, e roteiro original e filme estrangeiro para “O Labirinto do Fauno”. A onda latina, que já havia chegado ao mundo da música, chegou finalmente às telas norte-americanas, e por tabela no mundo todo.
O ar levemente intelectual e alternativo que Hollywood respira com as produções do país do RBD e do Chaves (o personagem infantil, não o presidente populista) dá um frescor e renova em certa medida o modo viciado de fazer cinema na poderosa indústria norte-americana.
Os cineastas mexicanos chegaram à Hollywood atravessando legalmente a fronteira, sem ajuda de coyotes e com os papéis em dia, viu senhor governador Schwarzenegger!. O muro separatista sonhado por Bush, isolando a nação americana dos chicanos, não seria suficiente para impedir essa invasão.
Mas não nos enganemos, caros amigos. Este surto de bom mocismo de Hollywood contém seu inevitável caráter comercial. Nada mais natural se levarmos em conta que o espanhol é a segunda língua falada nos States. A abertura das portas para os filmes e diretores latinos é quase uma imposição do mercado doméstico. Mas convenhamos, a safra latina é por demais promissora. Resta saber qual será o movimento seguinte desta invasão. Hollywood absorve e aprende com a criatividade do trio Alejandro Iñiarritu, Alfonso Cuaron e Guillermo Del Toro, ou Hollywood engole os mexicanos e os transforma numa nova versão dos “Três Amigos”?
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Turismo de alto risco
Os turistas brasileiros são antes de tudo uns fortes. Muita gente tem medo de avião. Pois aqui no Brasil nós temos medo de aeroportos. O primeiro mundo teme terroristas tresloucados. Aqui, abaixo do Equador, tememos controladores de vôo descontrolados. Aqui por estas bandas aviões não voam, navios afundam (ou encalham) e os ônibus e automóveis são vítimas de estradas esburacadas. Em todo o mundo Turismo é sinônimo de aventura. Aqui no Brasil ganhou um novo significado. Pelo lado negativo. Mais do que uma aventura, é uma tortura, pela qual pagamos caro e levamos fotos como recordação. Em países civilizados o Turismo é tratado como uma “indústria sem chaminés”. Mas aqui é tratado como contrabando, artigo de camelô. E salve-se quem puder!
Vem vindo por aí um filme chamado “Turistas” que já está sendo alvo antecipado de críticas por órgãos oficiais e autoridades ultrajadas, preocupadas com os estragos que poderá causar na imagem do país. Alto lá. O estrago já foi feito e a culpa não foi (nem será) do filme. Para quem não sabe “Turistas” mostra um grupo de jovens que decide visitar o Brasil em busca dos prazeres e delícias prometidos pelas propagandas. Ao chegarem por aqui descobrem rapidinho que o Paraíso tem fronteiras muito próximas com o Inferno. Resultado: são vítimas de traficantes de órgãos para transplante. Ok, ok isso é uma lenda urbana. É uma ficção. Assim como o turismo no Brasil.
Vem vindo por aí um filme chamado “Turistas” que já está sendo alvo antecipado de críticas por órgãos oficiais e autoridades ultrajadas, preocupadas com os estragos que poderá causar na imagem do país. Alto lá. O estrago já foi feito e a culpa não foi (nem será) do filme. Para quem não sabe “Turistas” mostra um grupo de jovens que decide visitar o Brasil em busca dos prazeres e delícias prometidos pelas propagandas. Ao chegarem por aqui descobrem rapidinho que o Paraíso tem fronteiras muito próximas com o Inferno. Resultado: são vítimas de traficantes de órgãos para transplante. Ok, ok isso é uma lenda urbana. É uma ficção. Assim como o turismo no Brasil.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Trivial & Variado
Já houve tempo em que se apostava em quem formaria os pares românticos do BBB. Na atual edição os hormônios da galera estão tão em ebulição que agora as apostas são pra adivinhar quem ficará invicto até o final do programa.
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Consórcio de empresas responsável pelas obras do metrô paulista ganhou importante concorrência. Na Lua. A perícia em construir crateras foi fator decisivo na conquista do contrato. Seus diretores e engenheiros se preparam para ir pro espaço.
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Alguém agüenta o papel da Regina Duarte em “Páginas da Vida”? É chatinho de dar dó. Ela merece mais do que isso, não?
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A cobertura do desmoronamento das obras do metrô colocou a Record na frente do Faustão no Ibope do domingo. Isso comprova que pra derrubar a liderança da Globo o buraco é mais embaixo.
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Consórcio de empresas responsável pelas obras do metrô paulista ganhou importante concorrência. Na Lua. A perícia em construir crateras foi fator decisivo na conquista do contrato. Seus diretores e engenheiros se preparam para ir pro espaço.
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Alguém agüenta o papel da Regina Duarte em “Páginas da Vida”? É chatinho de dar dó. Ela merece mais do que isso, não?
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A cobertura do desmoronamento das obras do metrô colocou a Record na frente do Faustão no Ibope do domingo. Isso comprova que pra derrubar a liderança da Globo o buraco é mais embaixo.
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Miojo
As 10 teses do Futebol

1 – TESE DA RELATIVIDADE
O futebol é um esporte aleatório, portanto, a tese titular de hoje com certeza amanhã vai esquentar o banco de reservas. E vice-versa.
2 – TESE INFALÍVEL
Mais cedo ou mais tarde todas as teses de futebol se confirmam. Basta esperar.
3 – TESE DE SEGURANÇA
Em tese todas as teses estão certas. Ou não.
4 – TESE OPORTUNISTA
Qualquer tipo de interesse, por mais escuso que seja, sempre encontra amparo em uma tese que o justifique. Basta escolher a tese que mais convém.
5 – TESE DA CONVICÇÃO
Não existe convicção que resista a maus resultados em campo. Mas até o minuto final que antecede a queda para a segunda divisão as teses dos dirigentes são intocáveis.
6 – TESE VAMPETA
Em tese o repórter faz uma pergunta inteligente. Em tese o jogador dá uma resposta interessante. Em tese o torcedor finge que a entrevista é importante.
7 – TESE DA TORCIDA
No fim das contas a torcida sempre tem razão. Desde que não contrarie suas teses.
8 – TESE DA HORA
Sempre existe uma causa nobre para justificar uma tese esdrúxula. Toda tese tem a sua hora de sair do túnel. Basta convocá-la para entrar em campo no momento certo.
9 – TESE DO CRAQUE
O perna-de-pau de hoje é o craque de amanhã. Em tese não se fazem mais craques como antigamente.
10 – TESE DEFINITIVA
Em tese todas as teses de futebol não passam de... chute!
domingo, 14 de janeiro de 2007
Renascer
O casal Hernandez da igreja Renascer fez tudo direitinho como manda a cartilha. Cumpriram passo a passo os mandamentos para ver o "sol renascer quadrado" nos próximos anos.
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