terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Britney exposta


A popstar Britney Spears nos últimos tempos vem freqüentando as manchetes mais por suas estripulias do que por sua música. O que para alguns é uma troca justa. A moça continua aprontando das suas e seu prontuário não pára de crescer. Na folha corrida dela já constam um sem número de bebedeiras em locais públicos, pitis em boates, passagens por clínicas de desintoxicação e um casamento relâmpago em Las Vegas. Isso sem falar em seu notório desapego por calcinhas, devidamente registrado por batalhões de paparazzi. A última da princesinha do pop assustou até mesmo seus fãs mais ardorosos. Num acesso típico de adolescente Britney Speaars raspou o cabelo e ficou careca. Ou seja, resolveu exibir por fora da cabeça o que supostamente possui dentro dela.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Um Oscar reciclado


Se não houve grandes filmes a serem premiados no Oscar pelo menos uma grande causa estava em cena no palco do Kodak Theatre. Sem dúvida a cerimônia deste ano levou para as primeiras páginas a preocupação mundial (e agora norte-americana) com os recursos naturais do planeta e os efeitos do aquecimento global. A preocupação também chegou lá, nos grandes poluidores da Terra. E como bem ensina a lição eles fizeram deste limão uma limonada. Se nunca houve uma figura pública de credibilidade mundial para levantar essa bandeira, agora este lugar já está ocupado. Esta figura acaba de ser “criada”. Al Gore foi introduzido em escala mundial nesse papel com toda a pompa e a circunstância que a glamurização de Hollywood é capaz de criar. Na falta de bons filmes vale uma boa causa.

No Oscar marcado pela reciclagem e pelas preocupações ambientais o grande destaque da premiação foi um cineasta “reciclado” como Martin Scorsese. A academia promoveu o resgate de sua trajetória e acabou premiando o cineasta mais por sua carreira do que por sua última obra. Talvez hoje ele seja o último dos grandes dinossauros da cinematografia norte-americana formada nos anos 60. Que ele merecia um Oscar não há quem duvide. Mas somente a safra mediana de filmes deste ano para justificar sua premiação. Em termos de Scorsese ele já teve anos bem melhores. Acabou ganhando a estatueta dourada com “Os Infiltrados” que está longe de ser seu melhor trabalho. Basta lembrar “Táxi Driver”, “O Touro Indomável” e “Os Bons Companheiros”.

A cerimônia do Oscar, que por muitos anos foi marcada pela obviedade e pela inexistência de surpresas nas premiações, nos últimos tempos vem mudando esse perfil. Não é verdade que os filmes com o maior número de indicações serão obrigatoriamente os campeões da noite. Quantidade já não é mais tão importante na academia. O que vale é a qualidade dos prêmios recebidos. Os campeões de indicações neste ano (“Babel” e “Dreamgirls”) por pouco não deixaram a cerimônia de mãos abanando. O primeiro recebeu um Oscar e o segundo apenas dois. E ficou de bom tamanho.

No mais, apenas mais dois destaques.
Destaque negativo: como são ruins as canções indicadas ao prêmio (e não é de hoje).
Destaque positivo: a justa, justíssima, homenagem com a concessão de um Oscar especial ao insuperável compositor italiano Ennio Morricone, autor de algumas das mais belas trilhas sonoras de todos os tempos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Trivial & Variado

O mundo dá voltas mesmo. Depois de receber um “gêlo” de seus colegas de elenco em “Páginas da Vida”, a ex-BBB e atual atriz Grazi Massafera vem sendo apontada como a salvação da lavoura na audiência da novela. Manoel Carlos jogou todas as fichas na loira. Isso quer dizer: nada que já esteja ruim não pode ficar ainda pior.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Juiz negou mais uma vez o pedido do rei Roberto Carlos para retirar das livrarias sua biografia não-autorizada “Roberto Carlos em Detalhes”. Com as vendas em marcha lenta o autor torce desesperadamente para que o juiz reveja sua decisão e proíba de vez a obra.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Quem disse que carreira de miss é fácil? Se não estiver muito bem preparada para o reinado, dança na carreira. Mas dançar em cima do palco, com pouca ou nenhuma roupa (nem a faixa!), aí já é um pouco demais, né não?

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Enquanto vivia nunca ninguém soube quem era o pai da filha da ex-coelhinha Anna Nicole Smith. Agora que ela morreu a fila de pais pretendentes ao posto não pára de crescer. Vai entender uma coisa dessas.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Só pra lembrar: James Brown ainda não foi sepultado.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Era Dunga? Ou, Dunga já era?


Pois é. Bastou o Dunga perder a invencibilidade como treinador da seleção brasileira para as primeiras críticas surgirem. Mas, para surpresa geral, os comentários mais críticos não foram para o desempenho da equipe. O centro das atenções é o figurino do técnico. Chamou especial atenção seu visual no recente jogo contra Portugal. Causou certa estranheza vê-lo à beira do campo só de camisa, sem agasalho, em pleno frio do inverno londrino. Sem dúvida nesse caso pesou mais o fator estético do que o fator climático, e sua personal stylist (a própria filha) não quis abrir mão do modelo escolhido, contrariando a lógica da situação. Há até quem já sinta saudades do Zagalo, despojado como ele só, a bordo de um jaquetão de nylon cinco números maior que seu manequim. Definitivamente o look “bicheiro-de-escola-de-samba” não pegou bem pro nosso Dunga.
Cá pra nós. Era pedra cantada que o visual do Dunga seria alvo de críticas. Bastava a primeira derrota e o primeiro desempenho vacilante da seleção. Nada contra o figurino do nosso treinador. Mas quando ele se destaca mais do que o futebol da seleção alguma coisa anda errada. Tudo passaria batido, não fossem as derrotas que costumam jogar gasolina na fogueira das críticas. Hoje Dunga e seus trajes são motivos de piadas na imprensa mundial.
O problema daqui pra frente é o risco do Dunga ficar prisioneiro de seu estilo de vestir e dele não mais poder renunciar. Se insistir nos modelitos fashion a alguns parecerá que está comprando a briga com seus críticos. Se abandonar as grifes poderá sinalizar que entregou os pontos.
As editorias de moda dos jornais estão de olho nessa pauta e já estão solicitando credenciamento pra acompanhar mais de perto os próximos amistosos da seleção brasileira. O futebol nunca esteve tão na moda. Seria essa a maior façanha da nova “Era Dunga” na seleção?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

“Borat”


“Borat” é um filme repleto de surpresas. Uma delas diz muito sobre o impacto e relevância de sua proposta. Apesar do tema, apesar de suas críticas à sociedade norte-americana, apesar de sua aparência de produção mambembe, longe do aparato dos blockbusters, o filme do bizarro “2º melhor jornalista do glorioso Cazaquistão” liderou as bilheterias nos EUA por algumas semanas. Para quem não está ligando o nome à pessoa, ou anda um pouco distraído, Borat Sadgiyev é o personagem criado pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen, um papel tão integrado à sua personalidade pública que raramente ele “sai do personagem”.
Misto de documentário e reportagem “Borat” (o filme) narra a inacreditável viagem do repórter de TV (personagem título) que percorre os EUA de costa a costa para mostrar o “grande país” da América para seus compatriotas no distante Cazaquistão. A proposta é realizar uma grande reportagem sobre o estilo de vida americano visto pela lente de uma cultura completamente diversa. O inevitável choque de culturas rende momentos realmente hilários e resultam em algumas das seqüências mais cômicas do cinema nos últimos anos.
Sacha Cohen, recentemente premiado com o Globo de Ouro por sua atuação, realmente leva a sério sua criação. Para melhor estabelecer seu background ele até escreveu uma pequena biografia na Wikipedia. Lá diz o seguinte:
“Ele é o filho de Asimbala Sagdiyev e Boltok, o Estuprador, que também é seu avô por parte de mãe. Ele é também o ex-marido de Oksana Sadiyev, que era filha de Mariam Tuyakbay e Boltok, o Estuprador. Sua relação com a mãe parecer ser desagradável, e Borat já comentou que ‘ela preferia ter sido estuprada por outro homem’. Borat tem uma irmã chamada Natalya, considerada a quarta melhor prostituta do Cazaquistão, com quem ele fornica com freqüência, e um irmão mais novo chamado Bilo, que é retardado mental e precisa ser trancado em uma gaiola de metal.”
O humor de “Borat” nasce de momentos aparentemente involuntários. Nasce da diversidade cultural e da inocência quase “infantil” do repórter que raramente se deixa seduzir pelos apelos do “american way of life”. Uma exceção, nesse caso, tem um nome bem conhecido: Pamela Anderson. Borat preserva suas tradições e enxerga o mundo sempre sobre sua ótica única, particular.
Manipulando com grande criatividade o humor das situações inusitadas, “Borat” (o filme) diz mais sobre o choque de culturas e exerce uma crítica mais feroz sobre o estilo de vida norte-americano do que os documentários de um Michael Moore, por exemplo. Os limites do politicamente correto foram completamente ultrapassados. Com seu filme Sacha Cohen foi aos extremos do mau gosto e do escatológico com um único propósito: revelar o lado conservador, preconceituoso, egocêntrico e retrógrado da sociedade norte-americana.
Se conseguiu ou não seu intento cada espectador vai considerar individualmente o alcance dos seus acertos e erros. Mas numa coisa todos devem concordar: o filme é muito, muito engraçado. É irresistível e faz rir sem sentir dor.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Trivial & Variado

O neo-deputado Clodovil teve sua entrada barrada no Congresso Nacional. Motivo: não estava usando gravata, acessório obrigatório para os homens. Que injustiça. Todos sabem que Clovovil foi eleito como representante da terceira via. Ele promete dar a volta por cima e anuncia que entrará em plenário na próxima sessão com um modelito de arrasar.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

O presidente venezuelano Hugo Chávez ganha plenos poderes para governar o país na base de decretos. Ou seja, Chavez passou de vez as chaves no cadeado que fecha a democracia na Venezuela.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

A acirrada disputa pela presidência da Câmara dos Deputados está animando a torcida brasileira. Os pacotes do “pay per view” da TV Câmara estão vendendo como pão quente.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

A miss Estados Unidos, Tara Conner, após revelar que costuma consumir bebidas alcoólicas, admite que já usou cocaína. Se Donald Trump (dono do concurso) não demitir a moça ela promete seguir a carreira. E se perder o título também.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Ratinho saiu do ar. Foi substituído pelo “Chaves”. Ainda há esperança na TV brasileira?

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Ronaldo, um atleta de peso



Leio que o novo treinador do Ronaldo Fenômeno não acha que ele está gordo. Em sua opinião o jogador está apenas sem motivação. Epa! Pára o mundo que eu quero descer. Será que alguém que ganha (e ganhou) milhões pra jogar bola precisa de uma motivação extra pra simplesmente exercer sua profissão? Isto chega a ser uma afronta para a imensa e esmagadora parcela da população mundial que vive de salário e não pode se dar ao luxo deste tipo de desculpa quando as coisas não vão bem.
O Ronaldo é um jogador profissional. Esta atividade requer cuidados com o corpo que não são exatamente as mesmas preocupações de um advogado ou professor, por exemplo. O corpo de um jogador de futebol é seu instrumento de trabalho. Há meses Ronaldo vem sendo chamado de gordo, desde a época da Copa do Mundo, lembram? Pois é, e o que fazem aqueles que vivem a sua volta? Negam com todas as letras a obesidade do atleta. Com a maior cara de pau, negando a realidade dos fatos que são incontestáveis ao primeiro olhar para o jogador.
Em nome da biografia do jogador, em nome de sua história, que não se venha mais com essa ladainha. Ele está gordo. Ponto final. Lembram como ele se saiu quando questionado diretamente sobre o assunto, lá na época dos preparativos para a Copa de 2006? Ele lembrou que da mesma forma que dizem que ele está acima do peso, dizem que o presidente bebe. E concluiu categoricamente afirmando que tanto é verdade que ele está gordo quanto é verdade que o presidente bebe. Ops! Parece que pelo menos 50% desta afirmação já se confirmou. A balança não deixa mentir.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Meio ambiente inteiro

Não resta a menor dúvida que os temas relacionados ao meio ambiente estão na ordem do dia na mídia mundial. Virou pauta diária de jornais, telejornais e outras mídias, e entrou definitivamente em nossas vidas. De fato o tema já fazia parte do nosso cotidiano há pelo menos três décadas, quando as primeiras abordagens das questões ambientais saíram dos círculos científicos e chegaram ao conhecimento do grande público. Desde então o meio ambiente sempre foi tratado ao sabor dos interesses editoriais, comerciais e sociais. Ora tratado como tema de especulação, mais apropriado à ficção de filmes e literatura fantástica, ora tratado com a devida atenção quando desastres ambientais reais davam sinais inequívocos dos riscos que o planeta corre. Mas o foco sempre foi passageiro e fugaz. Isso até agora, quando nos aproximamos do término da primeira década do século XXI e as conseqüências de anos de desatenção ao tema começam a bater em nossas portas e não conseguimos mais ignorar seus efeitos.
Não dá mais pra esconder. Esse assunto não pode mais ser varrido para debaixo do tapete. Não dá mais pra fugir. O planeta está em perigo. Os efeitos e conseqüências das mudanças climáticas na Terra são por demais evidentes para que demos as costas mais uma vez aos temas de preservação ambiental. A mobilização neste momento alcança a escala mundial. É tratado pelos mais altos dirigentes do planeta com um interesse impensável há poucos anos. É a força dos fatos. Nações ricas e poderosas abriram o olho para a realidade e perecem definitivamente engajadas nessa luta que é de todos. Ricos ou pobres. O bom senso indica que deverá ser feita uma trégua (ainda que momentânea) nos interesses particulares em favor dos interesses coletivos. A reação está vindo um pouco tarde, é verdade; Mas ainda está em tempo. Frear os números alarmantes das emissões de CO2, apenas frear, já seria uma vitória sem precedentes. Senão cada vez mais teremos de conviver com fantasmas como efeito estufa, mudanças climáticas, derretimento das calotas polares e geleiras e outras catástrofes não-naturais provocadas pela mão do ser humano.
Enquanto só temos esse mundinho aqui pra viver e procriar vamos fazendo nossa parte. A luta é de todos. Caso contrário, em nosso futuro só poderemos desfrutar de um meio ambiente pela metade. Não mais um meio ambiente por inteiro, como um dia a mãe natureza nos presenteou.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Trivial & Variado

O pessoal que trabalha nos cartórios brasileiros está apavorado e corre em massa para os cursinhos de gramática. Estão se antecipando à avalanche que está prevista para ocorrer em nove meses. Afinal, não é qualquer um que sabe escrever direitinho o nome da hora: Delzuíte.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Estranho. O carnaval está chegando e até agora não se tem notícia alguma da Luma de Oliveira. Aí tem.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Se o tal de PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai funcionar ninguém sabe ainda. A verdade é que até o momento o único crescimento constatado foi o da fama do marqueteiro que criou a sigla. Nos últimos dias ele vem sendo chamado de “pacman” pelos amigos. E pelos inimigos.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

A São Paulo Fashion Week deste ano vem com uma tendência há muito desejada pela ala masculina. A partir de agora as modelos devem abandonar o visual “magreza chic” e adotar o “saudável sensual”. Em bom português: na passarela só desfilam as gostosas.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

O Rio de Janeiro continua o mesmo. Policiais de mentirinha brincam e prendem de brincadeirinha alegres e descontraídas turistas holandesas de verdade.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Viva México!


Saíram os indicados ao Oscar 2007. Algumas constatações podem ser feitas e a principal delas é evidente: os mexicanos invadiram Hollywood. Das 113 indicações nada menos do que 16 delas são de produções dirigidas por mexicanos, incluindo indicações importantes como filme, direção, atriz coadjuvante e roteiro original para “Babel”, e roteiro original e filme estrangeiro para “O Labirinto do Fauno”. A onda latina, que já havia chegado ao mundo da música, chegou finalmente às telas norte-americanas, e por tabela no mundo todo.
O ar levemente intelectual e alternativo que Hollywood respira com as produções do país do RBD e do Chaves (o personagem infantil, não o presidente populista) dá um frescor e renova em certa medida o modo viciado de fazer cinema na poderosa indústria norte-americana.
Os cineastas mexicanos chegaram à Hollywood atravessando legalmente a fronteira, sem ajuda de coyotes e com os papéis em dia, viu senhor governador Schwarzenegger!. O muro separatista sonhado por Bush, isolando a nação americana dos chicanos, não seria suficiente para impedir essa invasão.
Mas não nos enganemos, caros amigos. Este surto de bom mocismo de Hollywood contém seu inevitável caráter comercial. Nada mais natural se levarmos em conta que o espanhol é a segunda língua falada nos States. A abertura das portas para os filmes e diretores latinos é quase uma imposição do mercado doméstico. Mas convenhamos, a safra latina é por demais promissora. Resta saber qual será o movimento seguinte desta invasão. Hollywood absorve e aprende com a criatividade do trio Alejandro Iñiarritu, Alfonso Cuaron e Guillermo Del Toro, ou Hollywood engole os mexicanos e os transforma numa nova versão dos “Três Amigos”?

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Turismo de alto risco

Os turistas brasileiros são antes de tudo uns fortes. Muita gente tem medo de avião. Pois aqui no Brasil nós temos medo de aeroportos. O primeiro mundo teme terroristas tresloucados. Aqui, abaixo do Equador, tememos controladores de vôo descontrolados. Aqui por estas bandas aviões não voam, navios afundam (ou encalham) e os ônibus e automóveis são vítimas de estradas esburacadas. Em todo o mundo Turismo é sinônimo de aventura. Aqui no Brasil ganhou um novo significado. Pelo lado negativo. Mais do que uma aventura, é uma tortura, pela qual pagamos caro e levamos fotos como recordação. Em países civilizados o Turismo é tratado como uma “indústria sem chaminés”. Mas aqui é tratado como contrabando, artigo de camelô. E salve-se quem puder!
Vem vindo por aí um filme chamado “Turistas” que já está sendo alvo antecipado de críticas por órgãos oficiais e autoridades ultrajadas, preocupadas com os estragos que poderá causar na imagem do país. Alto lá. O estrago já foi feito e a culpa não foi (nem será) do filme. Para quem não sabe “Turistas” mostra um grupo de jovens que decide visitar o Brasil em busca dos prazeres e delícias prometidos pelas propagandas. Ao chegarem por aqui descobrem rapidinho que o Paraíso tem fronteiras muito próximas com o Inferno. Resultado: são vítimas de traficantes de órgãos para transplante. Ok, ok isso é uma lenda urbana. É uma ficção. Assim como o turismo no Brasil.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Trivial & Variado

Já houve tempo em que se apostava em quem formaria os pares românticos do BBB. Na atual edição os hormônios da galera estão tão em ebulição que agora as apostas são pra adivinhar quem ficará invicto até o final do programa.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Consórcio de empresas responsável pelas obras do metrô paulista ganhou importante concorrência. Na Lua. A perícia em construir crateras foi fator decisivo na conquista do contrato. Seus diretores e engenheiros se preparam para ir pro espaço.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Alguém agüenta o papel da Regina Duarte em “Páginas da Vida”? É chatinho de dar dó. Ela merece mais do que isso, não?

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

A cobertura do desmoronamento das obras do metrô colocou a Record na frente do Faustão no Ibope do domingo. Isso comprova que pra derrubar a liderança da Globo o buraco é mais embaixo.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Miojo


Leio que morreu o japonês criador do "Miojo", o macarrão instantâneo salvador das madrugadas e dos inimigos da cozinha. Consta que o japonês teve uma morte instantânea.

As 10 teses do Futebol


1 – TESE DA RELATIVIDADE
O futebol é um esporte aleatório, portanto, a tese titular de hoje com certeza amanhã vai esquentar o banco de reservas. E vice-versa.
2 – TESE INFALÍVEL
Mais cedo ou mais tarde todas as teses de futebol se confirmam. Basta esperar.
3 – TESE DE SEGURANÇA
Em tese todas as teses estão certas. Ou não.
4 – TESE OPORTUNISTA
Qualquer tipo de interesse, por mais escuso que seja, sempre encontra amparo em uma tese que o justifique. Basta escolher a tese que mais convém.
5 – TESE DA CONVICÇÃO
Não existe convicção que resista a maus resultados em campo. Mas até o minuto final que antecede a queda para a segunda divisão as teses dos dirigentes são intocáveis.
6 – TESE VAMPETA
Em tese o repórter faz uma pergunta inteligente. Em tese o jogador dá uma resposta interessante. Em tese o torcedor finge que a entrevista é importante.
7 – TESE DA TORCIDA
No fim das contas a torcida sempre tem razão. Desde que não contrarie suas teses.
8 – TESE DA HORA
Sempre existe uma causa nobre para justificar uma tese esdrúxula. Toda tese tem a sua hora de sair do túnel. Basta convocá-la para entrar em campo no momento certo.
9 – TESE DO CRAQUE
O perna-de-pau de hoje é o craque de amanhã. Em tese não se fazem mais craques como antigamente.
10 – TESE DEFINITIVA
Em tese todas as teses de futebol não passam de... chute!

domingo, 14 de janeiro de 2007

Renascer

O casal Hernandez da igreja Renascer fez tudo direitinho como manda a cartilha. Cumpriram passo a passo os mandamentos para ver o "sol renascer quadrado" nos próximos anos.

Devagar!

2007 começou devagar. Lá se vão duas semanas e até agora nenhuma famosa apareceu sem calcinhas.

sábado, 13 de janeiro de 2007

"Mais Estranho Que a Ficção"


OK, você já viu esse “filme” antes. Astro da comédia busca respeitabilidade como ator estrelando uma produção completamente fora de seu registro habitual. Tom Hanks, Robin Williams e Jim Carrey já fizeram este caminho. Agora chegou a vez do bobalhão Will Ferrell. E a escolha do filme não poderia ser mais adequada. “Mais Estranho Que a Ficção” tem tudo para ser daquelas obras de estimação que nos orgulhamos de ostentar uma cópia em DVD na estante, ao lado de clássicos modernos como “Truman Show”, “Quero Ser John Malkovich”, “Adaptação” e “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”. Sem dúvida não fará feio em meio a essas ilustres companhias.
Consta que esse roteiro perambulou por muitos anos em Hollywood, mas o roteirista (Zach Helm) não vendeu barato sua idéia pois acreditava desde o início que tinha uma grande história nas mãos. Certo ele, sorte nossa. Sem o controle de qualidade que impôs à produção o filme poderia facilmente ser transformado numa comédia boboca estrelada por Adam Sandler.
A premissa de “Mais Estranho Que a Ficção” é ótima, embora não seja exatamente original. A vida de todos nós segue por mil caminhos e esbarra em outras tantas encruzilhadas. Há aqueles que acreditam que tudo já está escrito, e há aqueles que acreditam que somos os verdadeiros protagonistas das nossas existências. O filme de Marc Forster, o mesmo de “A Última Ceia” e “Em Busca da Terra do Nunca”, explora todos os lados dessa questão e avança por três níveis de narrativa.
Existe o protagonista, Harold Crick (Ferrel), um auditor do Imposto de Renda que tem sua vida monótona narrada por uma “voz interior”; existe a escritora com bloqueio criativo (Emma Thompson) em busca de uma solução para o interminável romance que escreve, e por fim há o professor de letras e salva-vidas nas horas vagas (Dustin Hoffman) que parece ter a solução do mistério ao basear suas teses na literatura.
Como espectadores podemos escolher um dos lados da história. Podemos compartilhar a paranóia de Crick que vê seu mundinho matemático e metódico ruir como um castelo de cartas. Podemos enxergar tudo como uma grande piração da mente de uma escritora à beira de um ataque de nervos. Ou ainda podemos compreender a narrativa como uma grande experiência de um professor (e possivelmente escritor frustrado) que manipula seu “paciente” na construção da grande história da sua vida, no grande livro que nunca escreveu.
O roteiro de “Mais Estranho Que a Ficção” é suficientemente inteligente e bem sacado para apresentar essa visão multifacetada que as pressões da vida moderna impõe aos cidadãos das grandes metrópoles. A questão recorrente no filme é: nossa vida é um livro a ser escrito ou é uma obra pronta e acabada? Seja como for, não importa a capa nem o número de páginas deste livro. O que mais vale é a aventura de construí-lo (ou escrevê-lo) página a página. Até o inevitável ponto final. Ainda que esse ponto final possa ficar num local bem improvável, além do “Fim”, como sugere a última, significativa e enigmática cena do filme. Isso é mais do que ficção. Não é um roteiro. É a vida.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Dilema nacional

Pais, mães e filhos sabem o poder terapêutico de uma boa palmada. Esse ato contém uma série de significados. Todos perfeitamente entendidos pelas partes. O recado maior, no entanto, pode ser definido numa única palavra: punição. Não há consenso entre os terapeutas e educadores a respeito dos efeitos (positivos ou negativos) de uma palmada. Mas seus resultados são práticos e imediatos. A criança pode pegar outra fatia de bolo, ou jogar bola na sala do apartamento, mas sabe que haverá alguma conseqüência. É aí que atua nosso livre-arbítrio. A Física explica: a cada ação existe uma reação. Aprendemos desde criancinha esse conceito. Alguns levam esse aprendizado pra toda vida. Outros passam a vida toda testando seus limites. Até que um belo dia descobrem que nem sempre a fatia de bolo a mais ou o jogo de bola dentro de casa resultará em repreensão.

Assim pensa e age a criminalidade no país. Não há repreensão, não há punição. Portanto, não há freio moral em seus atos. A raiz de grande parte das mazelas nacionais está na impunidade. Em todos os níveis e extratos sociais. A tragédia urbana brasileira parece ser alimentada pela inapelável submissão da sociedade que sucumbe ante a avalanche de violência que invade nossas vidas, ao vivo nas ruas, ou na telinha dos telejornais.

Fico imaginando se o caos e a rendição dos brasileiros ante a bandidagem não seria maior se o disparatado plebiscito a favor do desarmamento tivesse sido vitorioso. Fico imaginando a ousadia dos criminosos (já em níveis intoleráveis) se eles tivessem a mais absoluta certeza de que suas indefesas vítimas estariam desarmadas. Fico imaginando também se não devemos reagir a um assalto, mesmo considerando todos os riscos dessa atitude. A imagem do gado no matadouro não me sai da mente. Fico imaginando se, de fato, uma ação provoca uma reação. Ou revogaremos definitivamente neste país uma das mais elementares leis da Física. Fico imaginando se esse não é o verdadeiro dilema nacional.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

You Tube X Cicarelli


Não é que ela conseguiu! Depois de privatizar um espaço público como a praia e transformá-la em área particular para cometer nas areias atos que seriam perfeitamente aceitáveis num quarto de motel, Daniela Cicarelli cumpriu o que prometeu meses atrás. Com auxílio de advogados espertos e juízes nem tanto o You Tube teve seu acesso restrito no Brasil. O que era impensável aconteceu. Uma das mais poderosas e democráticas mídias que a tecnologia já concebeu finalmente bateu de frente com a burocracia, o atraso e o despreparo da nossa jurássica Justiça.
Será que o magistrado que tomou essa decisão sabe exatamente o que está fazendo? Existe uma completa e perversa inversão de lógica nesse caso. As brincadeirinhas quentes de Cicarelli e namorado nas areias e águas espanholas têm um nome bem conhecido no código penal: atentado ao pudor. No entanto, o que fez a Justiça? Puniu o “carteiro”, acusou o “mordomo”, “tirou o sofá da sala”. Se o vídeo viral é impossível de deter na web, puna-se a web. Esperta manobra da senhora Cicarelli. Sabe-se que o direito é de quem o reclama. Antes que uma ação de atentado ao pudor fosse levada à diante ela saltou na frente clamando por seus direitos (?) alegando invasão de privacidade.
Portanto, senhoras e senhores, a partir de agora quando enxergarem a Cicarelli na praia fechem os olhos para não serem contaminados por maus exemplos no uso terapêutico das algas marinhas.

A estréia!

Pois é. Precisou a motivação extra de início de ano pra colocar em prática uma idéia que por muito tempo não passou apenas de um projeto teórico. Há algum tempo imaginava fazer esse blog. Mas, porque não deixar pra amanhã o que podemos adiar hoje? Pois chegou a hora. Então, a exemplo das histórias policiais e dos romances de amor, a gente sabe como começa, mas não tem a mínima idéia de como isso tudo vai acabar. Não imagino aonde esse "Bloghiorzi" vai me levar. Não temo, no entanto. Sei que ele vai tomar minhas mãos e me conduzir por um bom caminho.

Quem tiver a paciência de visitar de vez em quando este espaço e utilizar alguns minutos dos 1.440 que ganhamos todos os dias vai encontrar aqui um pouco de tudo. Não que isto seja em si alguma vantagem. Quando se fala de tudo na verdade não se fala é de nada. Mas, em algum momento, por algum tema ou outro, esse "Bloghiorzi" poderá ser de alguma maneira "útil" para alguém. Ainda que seja apenas como mero passatempo entre um cafezinho ou outro, ou enquanto decidimos dar um tempo na leitura dos infames "spams" que inundam nossas caixas postais. O "Bloghiorzi" não tem fórmula, não tem formato, não tem bula nem manual de instruções. Sei que no futuro isso ainda poderá ser usado contra o próprio autor. Um dia poderá ser apontado como seu grande defeito. Ou talvez ser reconhecido como sua única virtude. Não importa o final dessa história. Não importa o destino. O melhor pode estar nas paisagens que apreciamos pela janela durante a viagem

Até breve! Volte sempre.....